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Quinta, 24 de Julho de 2014
Festas Populares
06/08/2012 17h21

Festas Populares

Segundo o pesquisador Jacy Siqueira, os registros apontam as Cavalhadas de Santa Cruz de Goiás como a festa mais antiga do Estado. Elas teriam vindo com os festejos religiosos da Igreja Católica, no início da colonização. “Quase todas essas manifestações populares têm fundo religioso, surgido com a propagação da fé”, observa.

Assim, as Cavalhadas eram consideradas a festa dos ricos, que apresentavam bons cavalos, arreios de excelente qualidade e vistosas espadas. Já a Congada era a festa dos pobres. Com isso, as Cavalhadas homenageiam o Divino Espírito Santo, enquanto as Congadas prestam culto a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito. “É rara a presença de negro nas cavalhadas tradicionais. Na congada, já está tudo misturado. O reflexo disso é que em muitas cidades coloniais como a Cidade de Goiás (antiga capital) havia a Igreja dos Pretos. Essa discriminação também aparece nas manifestações populares”, analisa o pesquisador.

Outra manifestação que acontece em Santa Cruz de Goiás é a contradança ou dança do velho. Curiosamente, sua origem é francesa. Nela, os homens vestem-se com casacos, cartolas, bengalas, bem ao estilo francês, enquanto seus pares são meninos (de 13 a 15 anos) travestidos. É uma dança extremamente sensual, que chega mesmo a evocar uma relação sexual.

Uma manifestação popular que ainda resiste é a folia de reis. Trata-se de uma cantoria de remota origem cristã européia, que acontece na zona rural e urbana, entre o Natal e o Dia de Santos Reis (6 de janeiro).  É formada por um grupo de 12 foliões, quase sempre cantadores e músicos. Eles entoam cantigas que louvam Jesus Cristo, recém-nascido.

 

 

Carnaval de Rua — Porangatu

A cidade de Porangatu, na divisa de Goiás com o Tocantins, pôs os seus blocos Jibóia e Mata-Cobra na rua pela primeira vez em 1981. Desde então, tem um dos carnavais mais animados do Centro-Oeste. Com a presença de trios elétricos, a cidade espera anualmente cerca de 50 mil turistas, procedentes de diferentes pontos de Goiás, do Tocantins, Distrito Federal e de Minas Gerais.

Data: Móvel – Carnaval

 

 

Cavalhadas — Corumbá de Goiás

As Cavalhadas de Corumbá de Goiás surgiram em meados do século 18 (de 5 a 8 de setembro). Vista como uma das mais tradicionais festas do Estado, a manifestação retrata a batalha entre mouros e cristãos e atrai milhares de turistas. São 24 cavaleiros. Os mouros se vestem de vermelho e os cristãos de azul. Em corridas e lutas eles se enfrentam. No segundo dia, há a luta final, com a vitória dos cristãos que convencem os mouros a se batizarem. A encenação é marcada pela música da Corporação 13 de Maio, que se apresenta há 113 anos. No terceiro dia da festa, os grupos se confraternizam. E, finalmente, no dia 8 de setembro (último dia), as atenções se voltam para Nossa Senhora da Penha, a padroeira da cidade. Paralelamente, há barracas com comidas típicas e o comércio de roupas e artesanatos.

Data: Móvel – Setembro

 

 

Cavalhadas — Palmeiras de Goiás

Palmeiras de Goiás também é palco das tradicionais cavalhadas, que acontecem em maio. A festa, que retrata o confronto entre mouros e cristãos, chama a atenção pela beleza e pelo colorido dos trajes (cristãos, vestem-se de azul e mouros, de vermelho). As cavalhadas retratam as lutas de Carlos Magno, imperador dos francos (800 d.C.) e dos doze Pares de França, investidos pelo Papa Leão em cruzadas, com a missão de lutar contra os Sarracenos (Mouros), povos bárbaros que haviam invadido a Península Ibérica (hoje Portugal e Espanha).

As cavalhadas chegaram ao Brasil com os portugueses e espanhóis, no início do século 16. Enquanto a festa de Pirenópolis tem origem espanhola, a de Palmeiras de Goiás possui tradição portuguesa. O traço comum entre ambas as cavalhadas é a participação da banda de música, com composições típicas da cavalaria. As cavalhadas de Palmeiras de Goiás são reconhecidas pela exuberância de sua apresentação. Os cavaleiros exibem bela vestimenta, com muito brilho e harmonia, do capacete às botas. Os cavalos desfilam com adornos nas cores prata e dourada. Os cristãos colocam-se à direita das autoridades, trajando capacetes e túnicas de veludo azul, calças brancas e botas pretas. Os mouros usam turbantes, túnicas e calça de veludo vermelho ornamentados com plumas e pedrarias de cores variadas.

Data: Móvel – Maio

 

 

Cavalhadas e Contradança — Santa Cruz de Goiás

A festa possui data móvel. Como as demais cavalhadas, o ritual consiste no confronto entre mouros e cristãos, representados respectivamente pelo rei e pelo imperador. A celebração atrai cerca de 5 mil pessoas/dia. Além das Cavalhadas, Santa Cruz de Goiás exibe ao visitante, há 138 anos, a Contradança, um ritual de origem francesa, manifestação folclórica de beleza singular. A dança constitui-se na evolução artística de 10 mascarados (em trajes vermelhos) e seus pares, em igual número (são rapazes travestidos). Há ainda dois palhaços e uma pequena banda. Os mascarados, na verdade, representam os nobres. O restante do pessoal forma o grupo de apoio. Numa cadência rítmica, eles marcam os passos da dança, numa evolução de harmonia e cores.

Data: Móvel – 40 dias após a páscoa.

 

 

Congada de Catalão

A Congada de Catalão é uma das festas mais antigas de Goiás. Acontece há 125 anos. A festa divide-se em duas partes: a religiosa, com missas, procissão e terço, e a folclórica, que consiste em apresentação de música e dança e de visitas às casas de moradores pioneiros. A festa começa com os ternos de congos (grupos de dançarinos) reunidos na Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Após a alvorada, os cantadores saem pelas ruas. Durante toda a semana acontecem a novena e a visitação às casas. A Congada de Catalão tem abertura no segundo domingo de outubro. De origem africana, o ritual era realizado inicialmente apenas por integrantes da Irmandade do Rosário. Hoje, a festa reúne cerca de 1,3 mil dançadores, divididos em 16 ternos (grupos).

Data: Móvel – 2º Segunda-Feira de Outubro.

 

 

Exposição Nacional de Orquídeas — Piracanjuba

Uma festa de cores e muita beleza. Assim é a Exposição Nacional de Orquídeas, que acontece anualmente em maio (no terceiro final de semana), em Piracanjuba. O evento se realiza há cerca de 20 anos e reúne colecionadores e vendedores de orquídeas de todo o Brasil e de outros países. A mostra conta com cerca de 50 expositores e exibe a média de 25 mil flores originárias de diversas regiões do mundo.

Data: Móvel – de acordo com do Calendário Nacional – Cood. Associação dos Orquidofolus Do Brasil.(3º domingo de Maio)

 

 

Festa de Nossa Senhora do Pilar

A festa em louvor de Nossa Senhora do Pilar, em Pilar de Goiás, é uma das mais antigas do Estado. Há registros que remetem ao ano de 1690, quando acontecia a celebração em Minas Gerais e no Nordeste. Em Goiás, a festa acontece no primeiro sábado de setembro. A programação prevê missa cantada, procissão, novena, desfile cívico e as cavalhadas, o ponto alto da festa.

Data: Festa - 05 a 08/ Setembro

Cavalhadas – dia 08 de Setembro – Comemora na data da Nossa Srª do Pilar

 

 

Festa de São Sebastião — Silvânia

Embora não haja registro oficial, acredita-se que a Festa de São Sebastião tenha surgido no século 19, em Silvânia. Ela tem início na segunda quinzena de julho. São dez dias, em que acontecem novena, folia e procissão luminosa. Há ainda bingos, leilões e barraquinhas que comercializam produtos diversos.

Data: Móvel – 2º quinzena de Julho

 

 

Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno – Trindade

A Festa do Divino Pai Eterno, em Trindade (a 18 quilômetros de Goiânia) é uma das mais importantes do Estado. A romaria teria começado em 1840, no arraial de Barro Preto, que deu lugar ao município, onde moradores encontraram uma medalha de barro, onde estava representada a Santíssima Trindade coroando Nossa Senhora. O fato levou várias pessoas ao local. Com o tempo, surgiu a romaria.

O antigo medalhão foi substituído por uma imagem semelhante, esculpida em madeira pelo artista plástico Veiga Valle. Mesmo representando a Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), a festa é em louvor ao Divino Pai Eterno. Com o tempo, a romaria foi crescendo e passou a arrastar multidões. A romaria acontece entre a última semana de junho e o primeiro domingo de julho. Ainda hoje se mantém a tradição com a presença do carro-de-boi, principal meio de transporte das pessoas nos primeiros tempos da festa.

Data: Móvel – sempre no final de Junho e começo de Julho.

 

 

Festival Internacional de Cinema (Fica) - Cidade de Goiás 

Goiás já incorporou ao seu calendário de festas o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), que acontece em junho, na Cidade de Goiás, antiga capital. Realizado pelo governo do Estado, via Agência Goiana de Cultura (Agepel), o festival tem como objetivo fomentar a criação de filmes (em película e vídeo) voltados para a preservação do meio ambiente. Ao mesmo tempo, o evento movimenta os diversos setores da cultura goiana.

Data: em junho, mês internacional do meio ambiente.

 

 

Mostra Nacional de Teatro de Porangatu 

Como mecanismo de valorização das artes cênicas, o Governo do Estado, por meio da Agepel, criou a Mostra Nacional de Teatro que acontece em Porangatu (data móvel, mas quase sempre em novembro). São apresentados espetáculos teatrais regionais e peças com grupos de expressão nacional. Paralelamente acontece uma programação musical variada.

Data: Móvel – Novembro

 

 

Canto da Primavera — Mostra de Música de Pirenópolis  

A festa foi inserida no calendário goiano de festas em novembro de 2000, quando se realizou a primeira edição do evento, como um dos mais novos projeto da Agência de Cultura (Agepel). Trata-se de uma amostragem da música brasileira nos seus diferentes gêneros. Do erudito ao sertanejo, do rock ao popular, com destaque para as criações regionais. A primeira edição da mostra levou a Pirenópolis um público estimado em 25 mil pessoas, oriundas principalmente de Brasília e cidades vizinhas. 

Data: Móvel – setembro/outubro

 

 

Procissão do Fogaréu – Cidade de Goiás

Uma das cerimônias mais tradicionais do Estado, a Procissão do Fogaréu acontece há 260 anos, na Cidade de Goiás, por ocasião da Semana Santa. Ritual que mistura religiosidade e folclore, a Procissão do Fogaréu teria chegado ao Arraial de Sant’Anna (que deu origem à Cidade de Goiás) durante a exploração do ouro pelos portugueses. A primeira Semana Santa no local teria sido organizada pelo padre João Perestelo de Vasconcelos Espíndola, em 1745.

À meia-noite da chamada Quarta-Feira das Trevas, 40 farricocos, encapuzados, entoam canções oitocentistas. Eles seguem um percurso que passa pela Igreja da Boa Morte, Igreja de Nossa Senhora do Carmo e Igreja do Senhor dos Passos. No momento da saída da procissão, todas as luzes da cidade se apagam. No ritual há o som cadenciado de caixas. No percurso, estão previstas algumas paradas.

A Procissão do Fogaréu está repleta de simbolismos. O principal deles é representar a perseguição a Jesus Cristo. Os archotes servem para procurar o Filho de Deus, em meio às trevas da ignorância humana. Um dos farricocos toca o clarim no meio da noite. É a senha para anunciar a prisão de Jesus Cristo, representado por um estandarte, pintado pelo artista plástico Veiga Valle, no Século XIX.

Em seguida, o bispo local faz o sermão alusivo à morte de Cristo.

Data: Móvel – sempre dentro da Semana Santa

 

 

Romaria de Muquém - Niquelândia  

De 5 a 15 de agosto, o alvo do turismo goiano é Niquelândia (a 360 quilômetros de Goiânia), em cujo povoado (Muquém) acontece a festa em louvor de Nossa Senhora da Abadia. Anualmente há um fluxo turistas de (cerca de 100 mil ) para o local das festividades que reúne missas, batizados, casamentos e procissão. Em meio à programação religiosa, há barracas com comidas típicas e o comércio de artesanatos e outros artigos. Muitos romeiros vão pagar promessas por graças recebidas. O povoado de Muquém teria surgido por volta de 1750. Uma das versões sobre a romaria no local está na obra O Ermitão de Muquém, do romancista Bernardo Guimarães.

Data: 05 a 15 de Agosto – (dia da Nossa Srª da Abadia)

 

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